Fui para o cinema com uma pulga gigante atrás da orelha: "Será que é aquilo tudo que pintaram por aí?"
As críticas, na sua grande maioria, não haviam sido as melhores. Aliás, nenhuma das que tinha lido. "Repetitivo nos temas", "Já não é mais o mesmo cineasta de antes" e etc.
Só que para minha surpresa não foi nada daquilo que esperava. O filme é fantástico.
Cruel? Sim, claro! Mas nada diferente da vida, da realidade.
A vida não é doce, amigos, é amarga e ácida. Mas ainda assim, quem dá o tom de doçura para que sigamos adiante e felizes, mesmo que conscientemente iludidos, somos nós mesmos. Procuramos por isso. Precisamos disso.
E é isso que Woody Allen nos passa através de “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”: Que a doçura é sim boa, e a ilusão é saudável.
E por mais engraçado e destoante que pareça, e claro, completamente avesso daquilo que Woody havia "pregado" até então, temos em “Você Vai Conhecer...”, um Woody velho, mas ainda Woody Allen!
Certa vez li um crítico dizendo que Allen foi absolutamente sádico com seus personagens em “Você Vai Conhecer...”. Ora bolas, mas o que somos nós diante dessa existência sem qualquer sentido?
E se antes Allen esfregava cinismo e realidade em nossas caras, aqui ele oferece duas opções de prato:
"O que desejas? Ah, realismo! Oquei, mas com muita ou somente pitadas de auto-ilusão?"
Vale a pena.




4 impressões:
Meu filme predileto do Woody continua sendo Annie Hall! =]
"continua sendo" é foda.
troque este gerúndio por "ainda é"
O meu é Zelig, sem dúvidas. Totalmente a minha cara
:D
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